Filosofia no Fantástico

Há algum tempo a revista semanal da TV Globo, o Fantástico, vem se tornando um grande release da própria programação daquela TV.

É um tal de fazer referência às novelas, seja descaradamente falando delas, ou criando links com assuntos “importantes”. Então se fala sobre esquizofrenia quando o mocinho da novela das 8 tem essa doença, debate-se alcoolismo quando um personagem padece desse mal.

Essa semana que passou por exemplo falou-se um montão de moda, vida de modelos, etc. Advinha por que ?

Mas o Fantástico, de vez em quando, fazendo valer a concessão pública dada a Rede Globo para levar conhecimento aos seus espectadores, produz reportagens bem interessantes.

Esse foi o caso da série Poeira nas Estrelas, por exemplo. O astrônomo Marcelo Gleiser de forma belíssima, adicionado à “qualidade global”, expõe antigas respostas para questões como “de onde viemos, para onde vamos”.

Também de forma fascinante, e aqui voltamos para nosso tema de pesquisa, a filósofa Viviane Mosé, com uma didática simples, constrói a série Ser ou Não Ser, em 9 capítulos.

O tema principal de um dos capítulos, que foi ao ar no dia 22 de Outubro de 2006, foi Vigilância como Forma de Dominação. Com uma certa ironia ela explica como somos vigiados a vida inteira, desde o útero, com aparelhos de ultrassom.

Assistam o vídeo, com 9 minutos e 30 segundos.

Na Quarta-Feira estou de volta.

Aproveite esse tempo para comentar ai embaixo.

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Sobre cbaqueiro

Graduado em História e Jornalismo. Pós-Graduando em Jornalismo e Convergência Midiática, com pesquisa sobre o tema Vigilância e Controle Social
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3 respostas para Filosofia no Fantástico

  1. Anonymous disse:

    >não gosto desta visão burguesa da vigilância, tomada nos vídeos da globo.lobo mal.

  2. >… quem quiser ir além da Vigilância como Forma de Dominação – Viviane Mosé, na série Ser ou Não Ser – é só clicar em http://www.vivianemose.com.br/videosserounaoserfantastico.htm

  3. >copiar & colar:Temporada de Projetos 2009 – Regina Parra – Mise-en-scène -"Nas estradas, nos túneis, nos aeroportos, nas avenidas, nos bancos, nas escolas, nas salas de espera. As câmeras de vigilância estão por toda parte. Há sempre uma apontada em nossa direção, vasculhando, registrando. Ao olhar da máquina de vigilância, todos são suspeitos, todos podem ser culpados. Como escreve Arlindo Machado, “na tela dos monitores de vigilância, até mesmo o mais vulgar dos homens, como nos romances de Kafka, parece acometido de culpa; os cenários lembram insistentemente a paisagem de um crime que está prestes a ser cometido”.Vindo do teatro, o termo francês mise-en-scène significa, literalmente, “colocar na cena”, "encenar". Mais do que qualquer encenação ou improvisação, mise-en-scène é sobretudo o desenho de cena criado pelo diretor.O termo mise-en-scène é adotado aqui como título de uma série de doze pinturas, doze reconstruções e reencenações. Primeiro, temos a encenação da artista, que atua em frente às câmeras (de vigilância). Em seguida, a reencenação que acontece quando essa imagem digital é reinterpretada na pintura óleo. Em Mise-en-Scène, a função da máquina de vigiar é manipulada. Ela continua registrando os acontecimentos, mas o que aconteceu é real?"http://www.sp-arte.com/agenda/index.php?action=mais&cod=60

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