O Fim do Fim da Privacidade

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O texto que segue foi transcrito (um pequeno trecho) da edição de julho da Revista Superinteressante.

A autoria é de Pedro Burgos. Não existe ainda link online desse artigo. Portanto, quem quiser ler o mesmo na totalidade (vale a pena) tem de ir às bancas e comprar a Revista.

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Uma em cada 4 pessoas que usam a internet no mundo tem uma conta no Facebook. Esse meio bilhão de pessoas publica 14 milhões de fotos diariamente. Os 100 milhões de usuários do Twitter postam 2 bilhões de mensagens por mês. Dê um Google no nome de alguém e os tweets dele vão estar lá. Pesquisadores cunham termos bonitos como a “era da hipertransparência” para tentar falar que há Xeretas e exibicionistas demais hoje.

E a maior rede social do planeta deu um passo grande rumo a tal hipertransparência: em maio, o Facebook mudou as regras sobre o quanto que estranhos podem saber da sua vida. “Estamos construindo uma internet onde o padrão é ser sociável“, decretou Mark Zuckerberg, criador e presidente do site, ao anunciar as mudanças. Utopia sociológica à parte, interessa para ele que usuários de seu serviço possam ser encontrados com mais facilidade. Se você não está no Facebook e encontra aquele amor antigo do ginásio ali, tende a entrar para a rede social. E, quanto mais gente lá, mais Zuckerberg pode faturar com publicidade.

Às mudanças: de cara., elas parecem bem sutis. Antes, não dava para Ver a foto de perfil ou a idade de uma pessoa pesquisada, por exemplo. Agora, a não ser que o usuário mude as configurações no braço, um resumo de sua ficha ficará exposto na internet. Não é pouca coisa. Pense em quem teve um término de relacionamento conturbado e quer manter distância de namorados maniacos; ou em um adolescente que mudou de escola por causa de bullying e corre o risco de que tudo comece de novo se os novos colegas descobrirem isso; em quem sofre de assédio moral no trabalho ou foi testemunha de um crime; em quem não quer que os pais descubram detalhes de sua Vida sexual. Para todos eles, qualquer detalhe que o Facebook divulgue pode fazer uma grande diferença…

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Volto na Quarta-Feira !!!

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Sobre cbaqueiro

Graduado em História e Jornalismo. Pós-Graduando em Jornalismo e Convergência Midiática, com pesquisa sobre o tema Vigilância e Controle Social
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3 respostas para O Fim do Fim da Privacidade

  1. Anonymous disse:

    >oi. pronto. comentei. rsrsrs.

  2. Anonymous disse:

    >ESSA COISA DE FIM DE PRIVACIDADE SE TRANSFORMOU NUMA PANACÉIA. QUEM NÃO TEM NADA A TEMER NÃO DEVE TER MEDO DA VIGILÂNCIA. HOMENS DE BEM DEVEM SEMPRE ACEITAR ESSE TIPO DE MONITORAMENTO PARA QUE A SEGURANÇA ESTEJA EM PRIMEIRO LUGAR.

  3. João disse:

    >interessante, mas ainda é impossível o "fim da privacidade". o mais perto que chegamos são os reality shows, ainda assim, o próprio capitalismo se incumbe que sejam cobradas somas módicas, o que inviabiliza acesso total e irrestrito.considere ainda os ponstos cegos, inalcançáveis pelas câmeras.contudo ainda não se trata disso. a tendência universal é a vigilância, e o que me parece mais aterrador é o fato de cada um, em menor ou maior grau desejar a vigiar ou ser vigiado. fato que vai além de uma simples "Janela Indiscreta".Abraços.

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