Vigilância e Controle no Último Inimigo

Algumas histórias de ficção científica tentam nos mostrar futuros sombrios. Robôs tomando conta do mundo e eliminando os humanos. Alienígenas destruindo cidades, bactérias e virus potentes o suficiente para transformar humanos em zumbis. Há também aquelas histórias em que o vilão é a natureza: Terremotos, Cometas, Maremotos, que reduzirão drasticamente a população de humanos na Terra.

Mas, para mim, as histórias mais terríveis, e que me deixam com mais pesadelos, são as distopias. Nelas os inimigos dos humanos são os próprios humanos. Os autores imaginam futuros cheios de sangue, de guerras, de escravidão, produzidos pelos próprios humanos. São exemplos as histórias de 1984 de George Orwell (bem mastigada aqui neste blog), ou Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley.

A série The Last Enemy faz parte deste último grupo de distopias. Com um adicional: a história se passa poucos anos a frente do nosso. Isso a torna, para olhos bem treinados, mais desesperadora. Pois logo ali a frente, graças a problemas que vemos hoje nos jornais nacionais todas as noites, grupos tentarão controlar cada vez mais os passos dos indivíduos, controlar suas vidas, em nome de suas próprias liberdades, de suas seguranças.

A necessidade e o desejo de segurança, e o fim da privacidade e da liberdade de não ser visto, vão transformando a frágil democracia britânica em um verdadeiro Estado Policial. No primeiro episódio da série vemos que o governo britânico cria um super banco de dados após ataques terroristas. Ataques estes que levam a população a apoiar qualquer tentativa de eliminar os autores dos atentados. Imagens, vídeos de câmeras de vigilância, exames de DNA, notas na escola, livros que se comprou na Internet, tudo, absolutamente tudo, é armazenado naquele banco de dados: O T.I.A.

Com auxílio das novas tecnologias, como programas de reconhecimento de face, por exemplo, é possível se vigiar quase tudo que um homem comum faz durante todo seu dia. E com os dados disponibilizados aos agentes públicos do Estado é possível se saber por exemplo onde alguém procurado esteve. Conhecendo-se, assim, o caminho completo de um indivíduo qualquer, percorrido em determinados intervalos de tempo.

Tudo isso, infelizmente, possível com tecnologia existente hoje.

A série, de cinco episódios, expõe essas questões de forma bem interessante.

Abaixo deixo o endereço onde pode-se baixar os episódios.

http://www.baixandofacil.com/the-last-enemy-1%C2%AA-temporada-legendado/

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Sobre cbaqueiro

Graduado em História e Jornalismo.
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Uma resposta para Vigilância e Controle no Último Inimigo

  1. gabriela santana disse:

    Assisti o primeiro episódio e gostei. O governo vai oficializando a vigilância aqui e ali, e quando menos se esperar todos os lugares já terão algum dispositivo de monitoramento dos indivíduos. Isso acontece na série e na vida real.

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