A Sociedade Vigilante: O Reverso da Moeda

Muita gente já deixou de se lançar contra a Sociedade Vigiada (Sociedade de Controle) para entender melhor como os indivíduos podem se apropriar de toda a parafernália tecnológica, existente dentro dela, transformando-a em algo virtuoso (que melhore de fato suas vidas).

O escritor e fotógrafo norte-americano Devin Coldewey posta frequentemente sobre tecnologia eletrônica (hardware, software, games, etc) no site da Techcrunch. Ele é um dos que trata do tema.

Em duas postagens anteriores a esta já traduzi e publiquei parte de artigo dele: Surveillant Society. Hoje trago a tradução completa.

Logo adiante um trecho do texto, e mais abaixo o link para o artigo completo em PDF.

Boa leitura e até Quarta-Feira.

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Sim, estou sugerindo que, sempre que for tecnicamente possível, nossas câmeras devem gravar o tempo inteiro, a menos que tenhamos dado instruções em contrário. Nossos dispositivos pessoais de imagem se tornaram mais e mais acessíveis com o passar dos anos. Esse é o ponto de fuga dessa tendência, a qual podemos abordar de modo assintótico (ou zenoístico, se assim você desejar). Muitas câmeras fazem isso com o ajuste de uma função, especialmente as de alta velocidade, para capturar eventos que são muito rápidos para dar tempo de o operador reagir. As limitações são meramente técnicas – e filosóficas, claro. Se o seu celular gravou a voz de um agressor ou o disparo de um policial antes de um aviso, e não depois, você se negaria a esse recurso? Se fosse possível ter a certeza de que essas informações não poderiam ser obtidas de outra forma, por mais idealista que essa noção pareça, você se submeteria a ela? E quanto tempo levará para que seja considerado negligência não gravar um acidente ou ato criminoso?

A noção de privacidade em público já está sendo demolida mesmo. Cada centímetro de sua cidade foi mapeado pelo Google. Você passa pelos caminhos de dezenas de câmeras todos os dias. Em cidades como Nova York e Los Angeles, onde é comum filmar as ruas, você transfere seus direitos de imagem só de passar na frente de uma placa com os dizeres “gravação em andamento”. Um grande número de pessoas se deixa voluntariamente (ou sem intenção, mas isso é outra história) ser rastreadas pelos celulares ou câmeras que possuem. O seu endereço residencial, local de trabalho e gostos gerais são informações públicas. Os seus hábitos de compra, preferências de marca e tamanhos de calçado estão registrados e sendo vendidos para quem pagar mais. Analistas forenses de áudio em Londres rastrearam a localização de sons na cidade a partir de variações detectadas na rede elétrica. Já faz tempo que não temos privacidade em público e a tendência é perder o pouco que sobrou. Mas isso é uma faca de dois gumes. Será que não devemos nos beneficiar e sofrer por causa disso? Uma sociedade vigiada é observada. Uma sociedade vigilante está observando.

Artigo Completo – Clique Aqui.

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Sobre cbaqueiro

Graduado em História e Jornalismo.
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