Inevitável Mundo Novo

Hoje estou postando aqui a Introdução do livro Inevitável Mundo Novo: O Fim da Privacidade, de Alexandre Freire. A Introdução é escrita por Luiz de Rezende Puech.

O tema é bastante conhecido daqueles que navegam aqui neste blog.

Nas próximas duas postagens volto ao livro e trago mais transcrições dele.

Boa leitura e ótimas reflexões.

Até Domingo.

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Embora familiares de quase todos nós, e mais do que isso, considerados como que primos, ou mesmo irmãos, Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley e 1984 de George Orwell, os dois livros que oportunamente Alexandre Freire usa como mote para esta sua magnífica obra, são ambos, livros mais falados do que lidos.

A mim, por determinação dos editores, coube a responsabilidade de rever e apresentar este Inevitável Mundo Novo. Confesso-lhes que o que era para ser um trabalho, desdobrou-se primeiro em interesse e satisfação e a seguir, em engajamento impositivo; diante do livro de Alexandre, somos obriga-dos a tomar partido. Devemos escolher entre a (veremos) castradora mesmice confortável do dia a dia e a expressão corajosa do nosso não, antes que o sonho se transforme em pesadelo.

Alexandre Freire foi muito feliz no insight que vislumbrou e explorou, ao usar os dois citados autores. De fato, Huxley e Orwell têm peculiaridades comuns, habilmente entrelaçadas neste livro cuja leitura você inicia.

Com paciência de Jó e hercúlea dedicação, faz-nos, Alexandre Freire, a fineza de nos despertar no meio de um sonho em vias de descambar num pesadelo. E o faz a tempo de que possamos, cada um a nosso modo e quem sabe, até mesmo de maneira organizada, escapar da parte ruim do sonho que, se não despertos, inexoravelmente vem, como a neblina na serra. Esse pesadelo é o Inevitável Mundo Novo que ele tão bem demonstra e vaticina, esse mundo novo inevitável, se deixarmos que a praga se espalhe como uma gripe espanhola ou um modismo da hora.

Alexandre buscou sabiamente o pano de fundo composto por esses dois livros magistrais, buscando nas idéias premonitórias de ambos, os indícios, os vestígios e as provas de que, se não abrirmos os olhos, nos veremos, além de cegos, privados do único dom que justifica a humanidade tal como a concebemos: a liberdade. De ser e mesmo de ter, de ver e ouvir, de falar e escutar, de sonhar e realizar, de viver e de morrer, enfim.

Local de venda do livro: Inevitável Mundo Novo.

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Sobre cbaqueiro

Graduado em História e Jornalismo.
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