Sobre o Projeto


Este projeto nasce da necessidade de se construir um TCC na Especialização em Jornalismo e Convergência Midiática, oferecida pela Faculdade Social da Bahia, localizada em Salvador.

A sua ideia inicial surgiu na disciplina Novas Tecnologias, quando comecei a estudar como o mundo tem mudado desde o aparecimento da Internet. O professor Fernando Firmino solicitou que se escrevesse um artigo acerca dessas Novas Tecnologia, e eu resolvi entender como a Internet se inseriu na vida cotidiana, o quanto ela facilitou a vida de todos com relação a busca de informações, ou na comunicação entre indivíduos e grupos, como auxiliou no aparecimento de redes sociais, ou tantas outras melhorias.
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Mas, ao mesmo tempo, não é possível deixar de lembrar que todo este fortuito poder de comunicação que a Internet e todas as novas tecnologias trouxeram, também há um viés negativo em paralelo. O poder que estas tecnologias dão a determinados grupos para implementar sistemas de vigilância e monitoração sobre os indivíduos. Governos, Corporações, e tantas outras organizações utilizando-se da possibilidade de convergência de informações para construção e manutenção de um sistema de controle mais eficiente que antes da existência daquelas novas tecnologias.

Daí o desejo de construir um produto que, utilizando-se das Novas Tecnologias, possa indicar como se encontra este quadro de Vigilância e Controle Social.

O produto pensado inicialmente seria um vídeo.

Dessa forma a criação desse novo produto teria os objetivos de difundir, debater, e ampliar uma discussão sobre o tema, que permita às pessoas a compreensão sobre o funcionamento, tanto de dispositivos disciplinares, quanto da Sociedade de Controle, tal como a define o filósofo Gilles Deleuze.

Esse veículo de comunicação seria um vídeo-documentário, de no máximo 20 minutos, construído a partir de uma pesquisa sobre o tema Vigilância e Controle Social, com fragmentos de entrevistas, reportagens, fotografias, produzidas tanto pelo próprio pesquisador, quanto produzidas pelas mídias já existentes, na TV ou na Internet.

Transversalmente ao vídeo iniciou-se o desenvolvimento de um blog (http://aeradopanoptico.blogspot.com) que serviria tanto como aglutinador e espaço de convergência da pesquisa, quanto local onde se espera que haja interação entre o pesquisador e aqueles que ali navegarem. Como também será espaço de exposição dos fragmentos midiáticos que produzirão o vídeo.

5 respostas para Sobre o Projeto

  1. Dalmo disse:

    Beleza Baka!

    O Firmino é um brilhante pesquisador da comunicação mediada pelas TICs. Você está em boas mãos.

    Só teria cuidado em não confundir “controle social” com “controle da sociedade”.

    Saudações libertárias e não-disciplinar.
    Dalmo

    • cbaqueiro disse:

      Olá, Dalmo…

      Vamos lá. Controle Social existe e existiu em qualquer sociedade. Desde os “Homens das Cavernas”… até em comunidades “dominadas” pelas ideias anarquistas. Mas ao que parece dentro da atual Sociedade de Controle isso se sistematizou de tal forma, com a ajuda da tecnologia, que, segundo Deleuze, sentiremos saudades de outras épocas. A possibilidade de todos vigiando a todos impõe um rígido (mesmo que aparentemente seja ao contrário) formato de vida dos humanos.

      É isso… vamos conversando. E quem quiser, se achegue.

      abraço, carlos baqueiro

  2. Rodrigo Rocha disse:

    O antídoto para esse controle social, visto de uma perspectiva individual que busca a indepêndencia psíquica, é justamente o que Bob Marley dizia:
    LIBERTE-SE DA ESCRAVIDÃO MENTAL.
    É justamente essa prisão mental coletiva que faz com que as pessoas se ajustem ao padrão de uma determinada cultura. Os indivíduos se adptam a cultura sem ao menos refletir sobre a moral da mesma. É claro que essa libertação é apenas o primeiro passo na jornada pela transformação.

  3. Paulo Henrique Z disse:

    O problema é que nascemos dentro de uma cultura e a nossa bagagem primata mesmo já nos coloca como ativos ‘reconhecedores’ de sinais sociais de aprovação. Só que aquilo que funcionava no cotidiano usual de um bando, há milênios está inserido dentro de uma infraestrutura de produção e uma supraestrutura de controle desse formato… que se desenvolveu muito além das necessidades cotidianas de proteção e regras de conduta social de um grupo humano.

    Crescer como pessoa humana, capaz de assumir uma atitude crítica e independente ao ‘estado de coisas’, sobretudo para aqueles que podem custear todos os ‘mimos infatilizadores’ do consumismo… é algo difícil de se observar… ainda que para mim seja a tendência correta e natural do ser humano – uma espécie de ‘individuação’ (como diria Jung) do caráter do indivíduo em relação não apenas aos mitos culturais que marcaram o seu crescimento mas os fantoches sociais cuja adesão nos propõem ou impõem – dependendo da ‘classe social’ a que estamos associados… Então, a menção do Rodrigo é correta, mas o difícil é justamente realizar esse processo em um mundo em que todos estão propensos (pré-condicionados) a uma ética do ‘quem-não-deve-não-teme’ a publicidade/controle social… ou já deriva para o exibicionismo… ou seja… “mostrem sim, que não estou nem aí… ou acessem o que eu filmei no youtube”.

    O processo de aceitação da ordem e do controle só passa a ser questionado mesmo quando justamente temos condições de propor aos indivíduos que reflitam sobre as contradições desse modelo consumista que propõe a aquisição e o acúmulo (ou descarte reciclável) de bens como forma de satisfação pessoal – sem que esta nunca seja alcançada para os que podem pagar e sobretudo porque pela equação do lucro e da mais-valia, necessáriamente nove décimos da população fica alijada do Olimpo do consumo… precisando contentar-se com os supérfluos chineses de segunda e terceira categoria e a viverem através dos outros… pela saturação embriagante de notícias (?) de celebridades e fofocas… enquanto buscam alguma coisa que jogue um simulacro de adrenalina nos cem canais da TV paga… ou na pornografia….

    A simplicidade das relações humanas reais, epidérmicas e pessoais… no entanto, trazem os elementos básicos, após a satisfação mínima das necessidades de alimentação e abrigo, para superar qualquer um dos inúmeros fetiches de consumo cuja distribuição irregular e a forma agressiva e exploratória de produção fazem parte intrínseca do sistema social e econômico vigente.

    O projeto é bom… e não apenas traçar o quadro da vigilância mas a atitude das pessoas ‘normopatas’ como disse o Rodrigo noutro post sobre serem mantidas ‘protegidas’ como rebanho que “É” cotidianamente abatido (sugado) pelos exploradores mas se contenta com as migalhas do consumismo… seria uma informação apropriada… ou seja… o grau de ‘satisfação-por-ser-monitorado’ e a real (ou não) conformação com todos os ‘preceitos’ da ordem…

  4. Por favor, siga publicando! Beijosssss

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